<  Janeiro 2008  >
S T Q Q S S D
  1 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27
28 29 30 31      
Buscar
Blogs Favoritos
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: Janeiro 2008

28.01.08

Tchê Moçada

                  Eu sempre friso, e já devo ter comentado por aqui, que nesta vida de músico temos que nos cercar de amigos. Não estamos nesta lida afim de arrumar adversários ou concorrentes e sim companheiros dispostos a pelear conosco pela mesma causa: autêntica música fandangueira gaúcha.  

                  Conforme comentei bem no rodapé do último texto por aqui postado, sábado fui num baile do grupo Tchê Moçada. Prestigiei estes amigos num grande fandango no CTG Desgarrados da Querência, em Sapiranga. Muita gente, comida daquelas bem campeiras e por fim a boa música desta gurizada parceira de canto, lida e futebol (toda quarta solta faísca hehehe). Brincadeiras à parte, para mim foi uma alegria poder prestigiá-los.
                 O grupo Tchê Moçada é composto por novos e “antigos” dentro da música riograndense. Nas gaitas, temos todo o talento de Rodrigo Lucena ( ex integrante dos grupos Os Tiranos, Os Mirins e Surungaço) e o jovem Alam (apesar de jovem o guri já tem cancha e talento barbaridade). Nas cordas, a guitarrinha do grande Coelho e no contra-baixo o Rodrigo. Na bateria o hilário Poquinha (ninguém sabe a origem do apelido) e no vocal Maicon Adams, o Maicão, companheiro do meu colega de Alma de Campo Airton nos tempos de Raça Gaudéria. Comandando estes tauras, o Márcio, também gaiteiro e atualmente mesário.
                 Grande fandango. Parabéns ao Tchê Moçada pelo talento, competência e profissionalismo. Certamente logo estará figurando entre os maiores expoentes da nossa música regionalista, assim como o Alma de Campo, é claro. De repente nos vemos lá pelas bandas da Tainhas mês que vem indiada, eu disse de repente! (hehehe)

         Grande abraço aos amigos do Tchê Moçada e a vocês fãs, amigos e leitores do Alma de Campo. Uma ótima semana.

25.01.08

A pendenga das cotas

                  Para as grandes cidades, o mês de janeiro é um período de recesso. Fevereiro também, mas como este ano o carnaval será mais cedo, talvez a rotina também retorne antes. Eu digo isso, porque já morei na capital do Rio Grande, Porto Alegre, e vi bem a diferença dos períodos pré, durante e pós praia. Dava gosto de andar pelas ruas de Porto em janeiro, gosto mesmo. Hoje em Novo Hamburgo, a coisa não é muito diferente. O índice de movimento de pessoas no apanhado do ano é bem menor aqui, mas nesta época os números são mais parecidos em grandes e médias cidades.
                  Tudo que escrevi a cima, foi para dar mais ênfase à falta de inspiração que já mencionei neste espaço anteriormente. Com as cidades mais paradas e com menos gente, a tendência é que não ocorra movimentações bruscas que gerem novas notícias, fatos inéditos. E é aí que surge a morosidade criativa e poucas idéias surgem capazes de garantirem um texto. Olho pra lá, olho pra cá e nada chama atenção. Revisto páginas na internet, afim de me despertar para os acontecimentos municipais, estaduais e mundiais. Não desperto, continuo sonolento. Podia escrever da seção lambe, lambe entre governadora do Rio Grande e seu vice. Podia também falar do vereador que fez seção de descarrego em Pelotas. Podia? Claro! Mas respeito a todos e me nego a descrever ou comentar asneiras.
                 Mas, e porventura sempre tem um mas em tudo, folheio as páginas do periódico diário Zero Hora, da última quarta-feira dia 23, e ali encontro um tema possível de debate: As cotas nas universidades públicas. Aliás isso já gerou muito debate, e, creio que não chegaram a nenhuma conclusão. Caso fosse, não estaria ainda dando tanto rebuliço.
                  O caso é o seguinte: A jovem vestibulanda Cibele Rosa, de 19 anos, ficou na posição 126 no vestibular de medicina da UFRGS ( à saber, Universidade Federal do Rio Grande do Sul) 2008. Parece uma colocação ruim, mas não é. No curso mais concorrido da UFRGS, haviam 140 vagas. Portanto devemos parabenizar a jovem vestibulanda não acham? Não caros leitores, não devemos. E sabe porque? Por que a Cibele não entrou entre os classificados graças as cotas para negros nas universidades públicas.
                  Veja bem, não tenho nada contra os negros. Muito pelo contrário, me dou muito bem com eles. Tenho colegas da raça e são grandes pessoas. No entanto, discordo desta história de cotas. Por anos, décadas, séculos, os negros lutaram e ainda lutam contra a discriminação neste país. Integrar os negros nas universidades através de benefícios de cotas, ao meu ver, não é uma forma do país se desculpar pela escravidão ou pela discriminação feita em todos estes anos, e sim, de discrimina-los ainda mais.
                  Estimulando este regime de cotas, é como se os governantes, e a sociedade inteira, estivesse concluindo que um negro não tem condições intelectuais para disputar uma vaga numa universidade com brancos, pardos, amarelos, mamelucos e etc (não sei se estes últimos também entram neste sistema). A formula é ambígua. Digo isso porque um pobre, porém branco, que sofreu a mesma discriminação durante a vida toda por ser pobre, não é beneficiado pelas cotas. Ou então, o indivíduo que trabalhou dobrado durante anos afim de pagar um cursinho pré-vestibular. E os índios? Saquearam suas terras, dizimaram os seus povos. Eles também são beneficiados? Enfim, a discriminação não atinge só a cor da pele.
                  Novamente afirmo aqui que não tenha nada contra aos negros, pelo contrário. E é por respeitá-los que, que sou contra ao sistema de cotas. Imagina como será o convívio social entre cotistas e não cotistas dentro da universidade. Pode ser pacífico? Pode. Mas infelizmente tende a ser desastroso. Se é para oferecer cotas, que seja devido a condição social desde o momento do nascimento de cada um. Assim, será mais justo e beneficiará realmente quem precisa. Hoje, UFRGS é universidade de elite. Só entra quem faz cursinho e o cursinho é muito caro.

                  Caros amigos e leitores, sei que este espaço não tem o objetivo de ser formador de opinião. Eu mesmo já frisei isso inúmeras vezes. Contudo, por sermos membros da sociedade, temos obrigação de nos mantermos a par de todos os acontecimentos e emitir nossa posição em referência ao assunto. Manter o debate, é a forma mais digna de resolver os problemas que nos assolam.

         Um forte abraço a todos e um bom fim de semana.

 

PS.: Neste sábado prestigio os amigos do Tchê Moçada, e este assunto eu menciono na próxima semana. 
               

21.01.08

Isto é Várzea do Cedro

                  São algumas situações que acontecem nas nossas vidas, que transformam as coisas simples em importantes. Às vezes, adversidades e histórias cômicas nos tomam de uma forma positiva e daí tiramos muito aprendizado e inevitavelmente apesar de tudo, divertimento. E é por tudo isso que a cada ano que passa eu tenho mais consciência de que nenhuma festa é igual a da Várzea do Cedro. Nenhuma mesmo.
                  A festa começou oficialmente para nós na última quarta-feira. Digo nós porque tínhamos um casal na nossa (minha e da Ana) companhia: meu primo Antônio e “sua” Ana ( só que Paula). Pois bem, na quarta-feira eu e Antônio começamos a discutir qual seria o meio de transporte ideal para irmos ao baile. Depois de indas e vindas do msn, decidimos conversar pessoalmente no sábado à tarde. Enquanto a “reunião” não chegava, tratava de ampliar o leque de convites.
                  Sábado, por volta de 18h e 30 min, em comum acordo de todos, decide-se que iríamos de ônibus. A postos no ônibus nós quatro, alguma coisa começa a mexer com meus brios. A situação de espera pela festa se torna menos importante com o passar dos minutos. Fui acometido por um nervosismo transpirante instantâneo e após cinco minutos de reflexão sob tensão, saltei do ônibus carregando a Ana e o casal de amigos. Eles sem entender muita coisa, me seguiram prontamente. Retornei ao lar de minha avó, abri a garagem e coloquei o Fuscão na estrada.
                 Já no perímetro da Várzea do Cedro, nos adentramos ao centro do espetáculo e poucos minutos depois, o mestre Waldemar dos Santos Filho e o grupo musical Cordiona fizeram entoar a autêntica música fandangueira do Rio Grande pelo salão. Mais tarde veio também o Porca Véia ( vulgo Élio da Rosa Xavier) e o Fernandinho (para os íntimos da Várzea) reforçando o gauchismo de seu repertório. E assim foi o fandango até o dia clarear. Ahh, lá pela madrugada o sogro velho deu um susto. Se sentiu mal o homem. Mas felizmente foi só um susto( deve ter se emocionado ao ver o Porca mais uma vez hehehehe).
                  De volta a São Chico, quatro horas de sono e todos nós prontos para continuidade da festa. No domingo aliaram-se a nós o Léo e sua namorada (me perdoe namorada do Léo, mas eu não consegui lembra seu nome até a hora da postagem deste texto), e o Guto e sua namorada Cris. Armado o comboio, nos tocamos para Várzea de novo. Chegamos lá, a missa já estava no fim e o churrasco velho taureando num braseiro. Ahh o churrasco da Várzea! Este merece um capítulo especial.
                  No último texto eu já tinha comentado sobre a carne de ovelha da festa. Mas lá também tinha carne de gado, e um aparato de qüeras assando o alimento mor deste Rio Grande: o churrasco. Churrasqueira carregadita de carne boa, a fumaça pairando sobre toda Várzea do Cedro e a gauderiada em roda só fitando a bóia. Uma da tarde e nos deliciamos de tradição. Carne boa e espeto cravado no chão. Por fim uma carninha de ovelha. Pouca, mais estupenda.
                  Perdidos pela Várzea meus companheiros de Alma de Campo, Airton, Deine e Lázaro. Também, inevitavelmente, atracados no churrasco. Também por lá, muitos amigos, parentes, músicos e novos conhecidos. Muitos cumprimentos e um só sentimento: alegria. Todos estavam contentes por estar lá. Aliás, as festas da Várzea são boas por isso: a felicidade de um, contagia a todos. Ahh, e antes que eu esqueça de mencionar, às 15hs recomeçou o fandango.
                  Assim fomos até por volta de 20hs, quando estávamos de volta a São Chico. Para nós a festa da Várzea 2008 havia terminado. Lá nos divertimos muito, rimos, encontramos aqueles tauras de sempre, e conversamos bastante. Na realidade ao fim do dia de ontem a festa da Várzea 2008 não tinha acabado. Apenas estava começando a edição 2009.
                  Eu não sei se eu comentei. Será que falei? Bom, mas se já falei não custa repetir: Não existe churrasco de carne de ovelha como lá. Diria também que a festa da Várzea do Cedro é imperdível! E em 2009, tem mais.

         Grande abraço a todos e uma ótima semana. Ahhh, e aos meu amigos, muito obrigado pela companhia.

18.01.08

Várzea do Cedro

                  Neste fim de semana tem festa na Várzea do Cedro.
                  A Várzea do Cedro é um localidade que fica no município de São Francisco de Paula. Não chega a ser um distrito. Uma definição correta e clara para isso eu não tenho. Diria que não se trata de um distrito por questão de números. Na Várzea possui um restaurante/lancheria, uma bodega, uma oficina mecânica/borracharia e algumas casas. E só. Só mesmo. Não sei ao certo quantos moram lá. Talvez uns dez, ou talvez trinta. Quem sabe até cinqüenta moradores. Ao certo, não sei.
                  Na Várzea também tem uma igreja e um salão de festas. E é neste salão que ocorre umas das festas mais tradicionais de São Chico. Não sei há quantos anos existe, mas lhe garanto que faz tempo. Meu falecido avô já foi festeiro. Grande festa animada por Adelar Bertussi e os Reis do Fandango. Quanto tempo faz isso eu não sei ao certo, mas meus pais eram namorados na época e para se ter uma idéia, completaram vinte e um anos de casados na última terça-feira, dia nove. Aliás, aproveitando o gancho, quero dar-lhes os parabéns. No mesmo dia também estava de aniversário a minha querida Aninha. Muitas felicidades e um grande beijo. 
                  Mas voltando a Festa da Várzea, gostaria de salientar também que não existe churrasco de carne de ovelha melhor do que lá. Diria também que essa festa é imperdível! Faço esta afirmação em virtude dos amigos que encontro por lá todo ano e também pelo clima de alegria que contagia a todos que passam pela estrada.
                  Para quem não sabe, a Várzea do Cedro fica na rodovia RS-486 a Rota do Sol, entre os Distritos de Tainhas e Lajeado Grande. Pra quem sai de Porto Alegre, do Vale dos Sinos ou região metropolitana, o caminho mais fácil é ir até São Francisco de Paula, depois seguir até Tainhas pela RS-020, e no fim desta pegar à esquerda na Rota do Sol. A Várzea do Cedro é o próximo vilarejo pra quem segue em direção a Caxias do Sul.
                  De São Chico, a Várzea fica distante 48 (quarenta e oito) km.
                  Indico a todos este programa. Tenho certeza que na Várzea, todos vocês encontraram grande hospitalidade, boa música e um ótimo churrasco. Além é claro, daquela alegria e do cheiro de campo lá de São Chico.

                  Boa festa a todos, e um excelente fim de semana. 

         Forte abraço.

14.01.08

Pau no blog

                  Desde o dia vinte e um de dezembro do ano de 2007 este blog parece ter entrado de férias. Não digo dos textos, estes tenho ‘tentado’ escrever (hehehe), mas sim na parte que compete a sua manutenção interna. A saber, a pagina onde escrevo os textos, leio os comentários, altero entre outras coisas a aparência deste espaço e aonde encontra-se a estatística de acessos.
                  Digo isso porque desde postagem do texto “Proseando com um taura”, no dia 21, as estatísticas estão imóveis. Nada sobe, nem desce, enfim nada acontece. De lá para cá, estou sem saber dados concretos sobre os acessos. Não sei porque isto está acontecendo. Talvez seja pelo grande contingente de acessos ao texto citado a cima. Pelas minhas próprias contas (baseados em comentários feitos pessoalmente por leitores) tivemos mais de duzentos acessos., no texto que parece ser o mais visto até agora.
                  Não posso confirmar os dados e os fatos, é apenas uma conta ‘feita por alto’. Talvez tenha sido menor o número de acessos, ou maior quem sabe? Enfim, a quantidade não supera a qualidade. Pensei em mudar de endereço, admito, mas o objetivo do Alma de Campo é apresentar aos leitores deste espaço, textos claros, objetivos e culturais. Se vai virar fenômeno de acessos ou não, não é a nossa verdadeira preocupação.
                  Felizmente sabemos que a mensagem que nos propomos a repassar a todos, está sendo bem aceita, divulgada e retransmitida por muita gente. Isso verdadeiramente é importante. O resto, é o resto

         Abraços e uma boa semana a todos.