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Desde que ficou definido que neste período (entre os inícios dos meses de fevereiro e maço) eu entraria de férias, pensava em desfrutar alguns dias de litoral, sombra, mar e água fresca. Já que o primeiro passo estava dado, restava a mim decidir para aonde eu iria, para qual praia, e se ficaria no Rio Grande o visitaria os vizinhos “catarinas”. Pensei, pensei. Coloquei num pedaço de papel os prós e contras de ambos os lugares e por fim resolvi ir visitar o belo litoral de Santa Catarina. Nada contra as nossas praias gaúchas, muito pelo contrário, como todos sabem aprecio tudo que é do Rio Grande, mas a rotatividade é importante pois evita o marasmo. Como fiquei por aqui ano passado, resolvi me bandiar neste ano.
Decidido que ia para litoral catarinense, na praia de Garopaba, me surgia um segundo dilema. Como ir para lá, de carro ou de ônibus? Num lado de pendenga estava meu bolso, tão esgualepado o coitado, dizendo para mim ir de carro pois isso me garantiria cinqüenta por cento de economia (sem contar o tempo de viagem e outros), do outro lado meu pai, Dr. Luis Cezar, querendo que eu fosse de ônibus a todo custo. Pai é pai não é verdade? Arrumou ‘trocentos’ problemas para mim ir de carro. E era a BR 101 que tava uma bagunça e era perigosa, o desgaste do carro, o fato do meu automóvel ser refrigerado a ar entre outros. Respeito muito as suas opiniões, mas teu um sério problema: sou muito teimoso.Fui de carro.
Terça-feira, dia 12 de fevereiro do ano de 2008, aproximadamente 6hs da manhã, parti para minha jornada de 350 km de estrada. Coloquei meu Fuscão velho de peleias no rumo do mar e fomos. Eu, ele e minha prenda Ana. Não é à toa que dizem que o Fusca foi feito pra guerra. O índio velho encarou a BR 101 com extrema valentia e garra. Este é taura! Cheguei lá no início da tarde e por quase seis dias desfrutamos de toda beleza que esperávamos encontrar. Porem no quarto dia o coração velho começou a apertar. Bateu a saudade do pago.
Santa Catarina tem belas praias, algumas até paradisíacas, o povo é educado mas a comida é deficiente. Aliás, muito deficiente (com exceção dos peixes). Para mim, um apreciador deu um churrasco fino de gaudério como sou, passar seis dias longe da bóia campeira do Rio Grande foi complicado.
Programado o retorno para a última segunda feira, no domingo entramos num acordo e viemos almoçar já dentro do perímetro gaúcho. Quando enxerguei o Mampituba uma alegria tomou conta de mim de maneira que não posso explicar. A bóia da Praia de Curumim era louca de buena, e o ar puro inconfundível. Não há nada no mundo igual ao Rio Grande do Sul. Dizer que nunca irei embora pode ser hipocrisia de minha parte, mas certamente se eu deixar esta pampa, ficará aqui a minha verdadeira felicidade.
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A dois anos atrás eu prometi que só voltava a uma Festa no Distrito de Tainhas (município de São Chico de Paula) para tocar a mesmo. Quebrei a minha promessa e fui prestigiar o povo da localidade em mais um fandango animado pelos amigos do Tchê Moçada. Muita gente como sempre ( o salão da Igreja é desprovido de tamanho) e um bom baile. Desta vez sem sustos! (hehehe).
Quem sabe o ano que vem eu volte lá pra tocar né?
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O mês de março está chegando e com ele muitas novidades para todos os fãs, amigos e pessoas que acompanham o trabalho do Alma de Campo. Aguarde!!
Caros Amigos, agradeço a compreensão pela minha breve ausência. As férias estão me fazendo muito bem e em breve estou pronto pra mais dois anos de peleia.
Forte abraço, bom fim de semana a todos e até a próxima.

criado por almadecampo
09:50:51 Férias. Está aí uma palavra que eu acho que não conheço mais o significado. Há algum tempo ela não vive mais no meu presente. Já se mostrou muito no meu recente passado, com certeza, mas hoje ela anda meio sumida. Aliás, bem sumida. Acho que isso faz parte da vida. Há cada ano que passa, nos tornamos mais responsáveis pelas coisas e tudo isso tem um preço. Tudo na vida tem um preço. Bom ou ruim. Mas tem um preço.
Há quase doze (12) anos, estou morando fora da minha querida São Francisco de Paula. Coloco a situação assim, porque neste tempo, foram oito (8) anos de residência em Novo Hamburgo, um (1) ano e uns quebrado em Ivoti, um (1) ano e três (3) meses em Porto Alegre e há seis (6) meses durmo novamente em Ivoti. Durmo mesmo, viver é outra história. Mas bueno, ilustrei tudo isso acima para resgatar um pouco da minha vida. Desde que eu deixei São Chico, nas férias eu vou pra lá.
Nos tempos de colégio, chegava dezembro eu contava os dias para o fim das aulas e me mandava pra São Chico, lá ficando até o fim de fevereiro, início de março. Ahh tempo bom, regado a futebol, muita comida e cama. Eu durmia bastante. No retorno, sempre estava machucado devido as minhas aventuras esportivas e gordo. Bem gordo (hehehehe). Não vou fazer aqui um apanhado de oito (8) anos de férias (período entre 1996 e 2004). Apenas vou comentar as últimas, as que eu lembro bem. Quer dizer, bem eu não me lembro, mas os principais fatos certamente estão na minha memória.
Certa vez eu saí de férias em novembro. Faltavam ainda umas duas semanas de aula e peitei a antecipação. Quase fui reprovado pela “maravilhosa” professora de religião (não vou fazer um apanhado da índole desta cidadã, porque este texto é light e sério, ao contrário desta senhora). Mas passei de ano e foi o que contou. Lembro muito bem, dos jogos de futebol. Na cancha da escola Industrial (invadíamos é lógico, mas cuidávamos do patrimônio) reuniam-se, eu, o Boeira, João, Dimi, Duda, Veiga, Nicolas, Pires e tantos outros. Nas últimas, ainda tinha o Luciano, Ariel, Fábio... Nos sábados eu, o Duda e o João (as vezes), fazíamos aquelas jantas. Bahh churrasco de primeira, ou então, bife e batata frita (Credo!). Nunca mais jogamos e as jantas não saem mais. Uma pena. Nos divertíamos bastante.
Na virada do ano 2004/2005, me diverti muito. Acompanhado do Duda e do Mairan, vi cenas hilárias (principalmente do Duda hehehe). Nunca mais saímos os três juntos. Da mesma forma, uma pena. Em 2006, pela última vez eu soube o verdadeiro sentido da palavra férias. Na época recém tinha saído dum antigo emprego, e por conta própria tirei férias. Foram as últimas que eu tive notícia. Depois disso, essa palavra foi se apagando do meu dicionário e inevitavelmente esqueci. Lá se vão dois anos. Mas sempre reencontramos velhos amigos, sempre.
A partir das 18 horas de hoje eu volto a conviver com esta tal de férias. A bicha é meia arisca, então tenho que tratá-la bem. Oficialmente na verdade, entro em férias dia seis de fevereiro, mas vou aproveitar o carnaval para ir me familiarizando com o descanço merecido. Merecido mesmo. Passei bastante coisa neste tempo, e antes que eu comece a distribuir patadas por todos os lados (hehehe), vou dar uma parada. Parada pra refletir e colocar as idéias nos seus devidos lugares.
Em fevereiro, minha presença será menos constante neste espaço. Certamente sentirei falta de escrever, mas como me dizem, nas férias devemos desligar a tomada. Vou tentar fazer isso. Mas se surgir fandango? Ahhh mas eu toco com prazer, e onde houver ronco de gaita lá estará o Bruno Campeiro. Perdoem-me o texto pouco coeso, mas já estou em ritmo de sombra e água fresca (que máscara né?).
Desejo a todos um ótimo fevereiro. Se divirtam bastante no Carnaval, mas com consciência sempre. Lembre-se, se beber não dirija, use sempre camisinha ( a não ser que queira realmente aumentar a família hehehe) e não abuse da sorte.
Em março estou de volta recuperado destes dois anos de peleia, e trazendo na mala de viagem, muitas novidades aos nossos fãs e amigos.
Um fraterno abraço a todos, um ótimo feriadão e obrigado pelo carinho.

criado por almadecampo
09:30:22